quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Heróis também sangram!

Lembro que há muitos anos eu pensava que alguns adultos eram heróis. Que a habilidade que eles possuíam eram os seus super-poderes, que eles podiam fazer tudo com uma facilidade extrema, que os desafios que para mim pareciam gigantes, para eles eram simples anões. Mas como toda criança, eu cresci. E como todo adulto em busca de um caminho a trilhar. Caminhos é o que não faltam. Existem muitos. E a vida adulta traz consigo novas responsabilidades, novos limites, novos paradigmas, novos medos, novas oportunidades, novas realizações e novos heróis. E para que o velho caia é preciso deixar surgir um novo herói, talvez um herói mais humano do que foi o do passado. Talvez, um herói menos vilão. Provavelmente, um herói que quando ferido sangra. Talvez, um herói que seja mais herói do que super.

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Azul ou Preto e Branco?


Pensei que já tivesse visto de tudo nesta vida, mas hoje eu descobri que ainda falta ver muita coisa. Garanto que você também nunca antes viu o que eu vi. E olha que isso depois de cinco anos morando em BH. Confesso que fiquei e estou perplexo. E você talvez pense que seja exagero meu. Mas não é. Hoje eu presenciei um fato histórico, um fato que deveria ser incluído nos livros de História. Vou lhes contar como aconteceu: Uma segunda-feira à noite, na verdade início de noite. Eu estava no meu quarto, quando de repente ouvi o nome de um cruzeirense que estava sendo premiado citado num jornal esportivo. Até aí nada de mais. Mas quando dei conta era o nome de um cruzeirense azul, pra não dizer roxo, que eu conhecia. E mais: Quando abri a porta do quarto e olhei pra ele, parecia que tinha voltado à infância, estava com as palmas das mãos juntas, os olhos cheios de lágrimas, como de uma criança que acabara de ganhar o presente tão esperado (a camisa do seu time). Na realidade, o presente era esse mesmo, havia apenas um detalhe: era a camisa do time adversário. Eu realmente fiquei perplexo, pois hoje vi algo que jamais esperava ver. Vi um cruzeirense bradando emocionado porque tinha ganhado a camisa do atlético. Estranho isso não?! Agora eu estou preparado para tudo!

sábado, 23 de agosto de 2008

Têm pessoas que simplesmente chegam. E outras que simplesmente chegam e arrasam!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Fase Verde!

Pra que chorar quando podemos sorrir?


Pra que gritar quando o silêncio fala mais alto?



Pra que agredir se podemos respeitar?



Pra que odiar se podemos amar?



Pra que fugir se podemos ficar juntos?



Pra que temer se podemos confiar?



Pra que desiludir se podemos acreditar?



Pra que mentir se podemos falar a verdade?



Pra que ignorar se podemos reconhecer os nossos limites?



Pra que sofrer se podemos ser felizes?



Pra que ficar na fase cinza se a verde está a minha espera?



Não é à toa que essa coleção de textos se chama “Metamorfose”. Estamos mudando: Agora estamos na fase verde!

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Crianças brincam com bonecos. Adultos, com pessoas!

Eu ainda sei que pode ser diferente! Só não posso me calar!

Ventri-loucos!

Crianças brincam com bonecos. Adultos, com pessoas. Aff... Essa é a realidade. Pra que se iludir? Pra que se enganar? Por que fingir que é diferente? Um substantivo define muito bem essa ideologia: c-a-p-i-t-a-l-i-s-m-o. Amamos tanto o que temos ou podemos ter que nos esquecemos que pessoas têm sentimentos, que pessoas requerem afeto, atenção, compromisso, responsabilidade, sinceridade e, acima de tudo, amor. Por que brincar com pessoas se podemos brincar com bonecos? Por que “ventriloquar” um ser humano que é capaz de decidir os passos que deseja dar ou aceitar com resolução um simples: Não? Por que esconder de alguém que não se é um adulto, e que apenas ainda é uma criança a fim de brincar? Impressionante! Crianças conseguem valorizar bonecos e adultos: também. Estranha coisa! Bonecos não se dão o valor, contudo recebem valor. E os adultos? Simplesmente não dão valor. Não dão valor ao toque simples de uma mão sobre a outra, a um olhar apaixonado, a um sorriso alegre, a um suspiro leve, a uma palavra amorosa, a uma lágrima, a um gesto de gratidão, não dão valor a tudo isso. Talvez, adultos sejam ventrí-loucos de ventríloquos. A diferença é clara: Crianças brincam com bonecos. E adultos? Adultos, não! Bonecos. Bonecos brincam com bonecos.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mestre da espiritualidade? Filósofo? Poeta? Não mesmo! Apenas escrevo para me libertar de mim mesmo!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Amor...

Tava pensando, pensando em desistir do Amor. Mas, de repente, percebi que a culpa não era do Amor. O amor era inocente, ele estava no canto da sala recuado, de cabeça baixa e de cócoras. Seria por remorso, culpa ou dolo? Não! Era simplesmente porque ele não tinha mais casa! Então me perguntei: - Como isso pode acontecer? O Amor é tão rico e não tem uma casa? Mas eu não podia negar aquela realidade, a triste realidade do amor, ele estava desabrigado. Então perguntei ao senhor Amor o que eu poderia fazer por ele. E ele me disse: - Dê-me uma casa.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Confiança...

Quando somos crianças aprendemos que acreditar nas outras pessoas é o melhor que podemos fazer. Que a palavra de um homem ou mulher é o que há de mais confiável. Mas ao mesmo tempo somos ensinados a não acreditar nas palavras de um estranho. E até fugir dele se preciso. Contudo, toda criança cresce e descobre que confiança não é simplesmente para quem se conhece e desconfiança para quem não se conhece. Confiança é para quem a merece. E o difícil é saber quem é merecedor dela. As pessoas grandes se esqueceram que a confiança é o que rege e alimenta relacionamentos. É o maestro da vida. São os seus movimentos que conduzem alguém para perto ou distanciam, que intensifica ou desintensifica o ritmo da música chamada vida. Amor para muitas pessoas é o mesmo que sentimento, para mim é o mesmo que confiança, que compromisso, que responsabilidade. Algumas pessoas inferem que a minha posição tem sido pessimista, confesso que a tenho repensado, contudo não tenho conseguido adotar outra postura. Já tentei, porém acho que não vale a pena. Sabe por quê? Porque me falta confiança. Não confio na minha geração. Não confio nas pessoas que se dizem confiáveis. Não confio nas pessoas que falam e agem de forma diferente do que falam. Cuja lexis é diferente da práxis. Queria e, talvez, ainda quero confiar mais. Acreditar que a humanidade desumanizada ainda é humana. Que o mais frio dos homens tem um coração que pode se aquecer. Que o mais violento dos homens pode tornar-se doce. Que a pessoa mais egoísta pode se tornar altruísta. Que o mais arrogante pode vir a ser o mais delicado. Que o mais orgulhoso, talvez, possa vir a ser o mais humilde. Que o mais desapaixonado se torne o mais apaixonado. Que o mais pessimista seja o mais otimista. Que o mais incrédulo seja o mais confiante. Que a humanidade volte a ser humana.

terça-feira, 12 de agosto de 2008

A gente tenta!


Tem horas que a gente tenta. Tenta ser alguém melhor, mas tem horas que a gente percebe que tentar ser alguém melhor não é o suficiente. E parece não haver o devido valor a isso, então a gente tenta assim mesmo, tenta ser alguém menos pior. Menos pior do que já foi ou talvez ainda é, e isso não quer dizer que a gente está melhorando, mas apenas que está sendo menos pior. Menos pior do que nós mesmos, menos pior do que o político corrupto, do que a mãe desnaturada, do que a elite que domina e aliena, menos pior do que os que fazem a guerra, menos pior do que os que roubam a paz dos outros, menos pior do que o que mata o corpo e por vezes a alma, menos pior do que o que mente olhando nos olhos, menos pior do que o mal-amado, menos pior do que o filho desnaturado. O negócio mesmo é que a gente não quer ser melhor, mas apenas menos pior. E quando a gente não consegue, a gente tenta assim mesmo, e ainda diz que o importante é competir e que vencer já é outra história.

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Eu gosto de sentir sabor de sentimento!

Surpresa agradável!


Hum! Como minha avó dizia: Coração de gente é terra que ninguém conhece. E este ninguém, necessariamente, inclui até mesmo o dono do coração. A vida nos reserva surpresas agradáveis em dados momentos. Ela é como uma metamorfose. Vai mudando, tomando novas formas, novas cores, novas definições, novas expressões, ela vai se recriando. E o processo de recriar exige muita criatividade, expontaneidade, leveza e simplicidade. Bem disse Picasso que 'o maior inimigo da arte é o bom senso'. Viver intensamente é fazer arte, cujo produto é o ser humano.

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

Do que adianta enriquecer os olhos se a alma continua pobre?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

"O pra sempre, sempre acaba!"


Será que tem algo mais doloroso do que o "pra sempre"? O "pra sempre" nos prende ao futuro e não nos permite viver o presente. Eu estou descobrindo algo, to descobrindo que o pra sempre, sempre acaba, mais cedo ou mais tarde. Talvez o "pra sempre seja" apenas o hoje ou um poquinho do amanhã. O "pra sempre" seja o "eterno enquanto dure". E nem sempre o "pra sempre" vai durar pra sempre. Então quando alguém diz que algo é "pra sempre", talvez se queira dizer do sempre que eu dá conta e não do sempre que o outro deseja. Contudo, com a tranformação, ocasionada pelo materialismo gerado pelo capitalismo acirrado, as pessoas cada vez mais se colocam na prateleira à disposição das outras, para serem usadas (e algumas vezes abusdas) no aqui e o agora (pois o depois não existe), deixando cada vez mais de lado a idéia do "pra sempre". Imagino que esta postura surja do medo do "pra sempre" verdadeiro, daquele que até pode não virar de verdade um "pra sempre", mas que há a intenção de vir a ser. Admiro-me das crianças quando leem os seus livros de contos e no final com todo entusiasmo elas dizem: "E viveram felizes para sempre". E muitas delas aprendem sobre a possibilidade do "felizes para sempre", contudo à medida que vão vivenciando as suas experiências são forçadas (ou se forçam) a perceber que isso é somente possível nos contos de fadas, nos quais tudo pode ser projetado como se deseja e o desejo dos amantes são compatíveis. Bem ao contrário da vida real, em que as pessoas são cada vez mais coisas e as coisas pessoas.

domingo, 3 de agosto de 2008

I'M WITHOUT YOU! :-(

'insuportabilidade'


i-n-s-u-p-o-r-t-a-b-i-l-i-d-a-d-e. Esta é a palavra! Quando pensei nela quase gritei EURECA! Nada melhor pra expressar as sensações indesejadas da alma e, algumas vezes, do corpo. Estas com menos intensidade do que aquelas. Estar sentado numa cadeira graduando-se quando gostaria de estar fazendo pós-doutorado; ficar minutos a fio esperando o ônibus no ponto, quando gostaria que o "Jarbas" (o famoso mordomo dos ricos dos filmes) fosse acionado e imediatamente comparecesse para dirigir o carro ao destino desejado; andar num ônibus que balança pra lá e pra cá, quando na verdade gostaria mesmo é de estar numa limusine; acordar às 6:00 h todos os dias e 05:30 noutros, quando gostaria de acordar pelo menos as 08:00 h; pagar aluguel quando na verdade gostaria de morar num apartamento próprio quitado, passar o fim de semana na casa de praia ou no sítio; comer em restaurante self-service com balança, quando o que é desejado é comer em restaurantes em que os pratos são preparados por famosos chefes; ter que fazer caminhada por conta própria, quando é louco para ter um personal trainer; acordar sozinho, quando morre de vontade de acordar com a mesma pessoa ao lado todos os dias; buscar a i-m-p-e-r-t-u-b-a-b-i-l-i-d-a-d-e, quando só encontra a i-n-s-u-p-o-r-t-a-b-i-l-i-d-a-d-e.

sábado, 2 de agosto de 2008

"Cada momento é o ultimo"

Costumam dizer: "Viva cada momento como se fosse o ultimo". Eu diria: "Cada momento é o ultimo". Aí lembro-me de Heráclito quando compara as coisas com a corrente de um rio, em sua alegoria, utilizando-se da figura de uma personagem que entra em um lugar específico de um rio, sai do rio e, imediatamente, entra no mesmo lugar, então diz ele que ela já não está entrando mais no mesmo rio. E me parece que não há outro pensamento cabível neste momento, que me perdoe Parmênides. Viver cada momento como se fosse o ultimo implica em expectativas alucinantes e ilusórias e como escravo do futuro, porém viver conscientizar-se de cada momento é o ultimo (e único) nos remete a viver o momento plenamente, sendo conscientes de que ele pode perdurar ou extinguir-se, mas independente do que aconteça, ter a certeza de que foi vivenciou-se tudo em sua plenitude. Por mais que as cenas se repitam, jamais o momento e o significado será o mesmo. Cabe-nos entender que a vida é feita de momentos, como os livros são feitos de capítulos. Folha por folha, capítulo por capítulo, porém um só livro.