
Não tenho interesse algum em falar sobre o rio. Na realidade quero, sim, falar sobre um rio. Um rio chamado vida. Rio este, que segue o seu curso, levando em si a vida dos peixes ou quaisquer outras espécies que vivam no meio aquático, sejam estas vidas animal ou vegetal. Um rio que leva em suas águas detritos, mas tabém fonte de vida. Parece meio incoerente, porém real, nem que seja uma realidade subjetiva, saber que na mesma água está a vida e a morte. Quando olho para este rio, sinto-me como Narciso, pode parecer meio egoísta, porém acredito ser esta a realidade nua e crua. Quando olho para as águas deste rio percebo q na mesma relação que estou dentro, estou fora. Em momentos de cheia sinto-me tomado por um sentimento contemplativo da realidade. No entanto, em momentos de seca questiono até mesmo se aquele rio é o mesmo que outrora estava cheio. Mas, todo rio é formado por suas tranformações. Todo rio tem um leito e uma desembocadura.