
Ao invés de “independência ou morte!” me arrisco intrepidamente a dizer: “independência ou morte?”. Até que ponto a afirmação nos tornou independentes? Talvez tenha nos tornado mais independentes de nós mesmos e mais dependentes dos detentores do poder - daqueles que sempre decidiram o futuro da nação. É possível que a independência represente uma nova dependência, uma nova submissão, um novo colonizador para uma mesma colônia. Não parece haver a oportunidade de escolha. Parece que não podemos escolher se preferimos a independência à morte, e sim, que se não podemos escolher a independência que fiquemos com a morte. 90% independentes de si mesmos para serem dependentes de 10%. 10% que detêm 75% e 90% que fica com as migalhas - 25%.
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