
Raramente eu tiro o dia para me debruçar sobre as lamúrias. Aí quando isso acontece as palavras se retalham e perdem a concretude. Mas eu tenho uma única curiosidade: O que me levou a estar assim? Mentir não posso! Eu sei o que é. A futilidade me incomoda. A imprecisão me atormenta. A descessidade bate constantemente à minha porta. E eu o que faço? Abro a porta e lhe digo para ficar à vontade. Mesmo gritando por dentro para que fique do lado de fora. Sempre fui romântico, hoje nem tanto quanto antes, mas não estou careca de romantismo. Apenas não sou como já fui. A vida, não digo a vida, as pessoas me ensinaram que amor pouco é amor bom. Satisfeito com isso não estou. Apenas aguardo a quem mereça todo amor, todo romantismo, todo afeto para que eu, talvez, de súbito ou dosadamente possa trazer à tona novamente o brilho de uma alma que acredita no potencial humano, mas que preferiu esperar o fim do desafeto.
Um comentário:
Tem que ir errando até encontrar o certo...
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