segunda-feira, 15 de dezembro de 2008


Perversidades do mundo: essas ironias finas, sutis, pungentes...

Perversidades, crueldades, maldades, pecados, improbidades marcadas por essas ironias finas, afáveis, citadinas. Ironias sutis, agudas, argutas, perspicazes, arguciosas, astutas, atiladas; que se revelam pungentes, cáusticas, escarninhas, ferinas, mordazes, sarcásticas, satíricas. Ironias, tais como lindas jóias: finas, sutis, pungentes... Jóias caras que exibem preciosidade, luxúria, poder. Tão esnobes, eretas, austeras, elegantes, vívidas. Ao mesmo tempo exageradas e contidas, torpes e sacras, simétricas e assimétricas, podres e puras, doces e amargas, vitais e nocivas, horrendas e lindas, temporais e eternas. Perversidades do mundo. Ah! Essas ironias que vão e vêm, que deixam de ser e voltam a ser, que sem um adeus em silêncio se despedem, mas com brados algozes retornam, como déspota toma o lugar que não lhe era devido e subjuga tudo a sua volta. Ironias tiranas que como um príncipe pérfido anuncia a derrocada do bom príncipe e lhe toma o legado lugar. Perversidades do mundo repletas daquele riso levemente quente e mal, que surgem no canto dos lábios e gradualmente toma conta de todo o rosto e resto... Ironias, afinal, finas, sutis e pungentes.

Nenhum comentário: