Graças ao escritor inglês Thomas Morus temos a condição de conceber a utopia. Quem não gostaria de viver num país imaginário, onde tudo está muito bem organizado, onde não exista discriminação (seja ela racial, classista, sexual, ou em qualquer outra forma que se apresente)? Quem não gostaria de viver em uma sociedade onde quem tem pouco passa a ter o necessário para a sua sobrevivência e quem tem muito passa a ter apenas o suficiente para atender as suas necessidades reais? Algumas pessoas costumam dizer que de médico e louco todo mundo tem um pouco, eu diria que utopista todo mundo é um pouco. Até mesmo aquelas pessoas que se julgam racionais, ou como são mais conhecidas - "pés no chão", entregam-se em dados (ou em muitos) momentos à utopia. Reclamamos do mundo que temos hoje, das condições de pobreza, de miséria, da falta de respeito, corrupção, fome, etc. Acredito que se não fosse essa tal de utopia estaríamos vivenciando um quadro um pouco pior. O homem não é sujeito do ontem ou do amanhã, ele é sujeito do hoje, mas é baseado no que deseja, ou pelo que tem como ideal, que ele será motivado a construir o presente. Como disse William Shakespeare: "...aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos...". A utopia tem a sua valia, contudo ela por si só é irrealizável, é fantasia, é absurda. Mas sem ela a vida torna-se inatingível, imaginária e impossível.domingo, 2 de março de 2008
UTOPIA!
Graças ao escritor inglês Thomas Morus temos a condição de conceber a utopia. Quem não gostaria de viver num país imaginário, onde tudo está muito bem organizado, onde não exista discriminação (seja ela racial, classista, sexual, ou em qualquer outra forma que se apresente)? Quem não gostaria de viver em uma sociedade onde quem tem pouco passa a ter o necessário para a sua sobrevivência e quem tem muito passa a ter apenas o suficiente para atender as suas necessidades reais? Algumas pessoas costumam dizer que de médico e louco todo mundo tem um pouco, eu diria que utopista todo mundo é um pouco. Até mesmo aquelas pessoas que se julgam racionais, ou como são mais conhecidas - "pés no chão", entregam-se em dados (ou em muitos) momentos à utopia. Reclamamos do mundo que temos hoje, das condições de pobreza, de miséria, da falta de respeito, corrupção, fome, etc. Acredito que se não fosse essa tal de utopia estaríamos vivenciando um quadro um pouco pior. O homem não é sujeito do ontem ou do amanhã, ele é sujeito do hoje, mas é baseado no que deseja, ou pelo que tem como ideal, que ele será motivado a construir o presente. Como disse William Shakespeare: "...aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos...". A utopia tem a sua valia, contudo ela por si só é irrealizável, é fantasia, é absurda. Mas sem ela a vida torna-se inatingível, imaginária e impossível.
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Um comentário:
Se meu parco grego não me trai, UTOPIA é um jogo com as palavras "eutopos" (um bom lugar) e "outopos" (nenhum lugar). Sei que ela é real. A ressalva que deve ser feita é que essa pequena coisa dourada é imanente ao homem, portanto interior. Dessa forma, é uma busca que depende mais do estado de espírito que o assentamento dos sem-terra. Com certeza quem vive o primeiro, contemplará o último. Mesmo assim, acredito que a UTOPIA de Morus é latente porque é do homem... realizável pelas suas mãos e perceptível somente aos olhos mais sensíveis...
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