
Há quem reze (ou ore como preferirem); há quem leia horóscopo; quem consulte búzios, cartas. etc; até mesmo, quem leia a sorte do dia do orkut. Mas, esta não é uma característica (apenas) do nosso tempo. Os judeus quando estavam para tomar alguma decisão, jogavam o urin e tumin (uma espécie de pedrinhas, que seriam um tipo de sim e não). Os povos do Oriente, de maneira geral, consultavam os oráculos. Alguns reis buscavam conselhos com os seus sábios ou adivinhos. E no futuro? No futuro não será diferente! O medo de errar no "daqui a pouco" (que não é o ontem e muito menos o hoje, mas o amanhã) sempre acompanhou a humanidade. Desta forma, não é difícil perceber a incerteza do porvir. Essa incerteza nos corroe, aprisiona, impede, paralisa. Será que por este motivo muitos optam por viver o "aqui e agora" e o "cada dia como se fosse o ultimo"? Será que estes também não são escravos da incerteza do amanhã como os que estão sendo corroídos, aprisionados, impedidos e paralisados? Restam-nos (de acordo com a crença de cada um) as orações, as cartas, os búzios, os oráculos, a sorte do orkut, que talvez sejam formas de amenizar a incerteza do amanhã.
2 comentários:
OI amigo, estou achando super legal seus textos.
Gostei , tá muito legal e coerente com o que temos conversado.
rsrs
Um abraço
Em certas culturas, a noção de passado é algo que está à nossa frente porque podemos vê-lo. Assim, o futuro estaria atrás de nós. Realmente, a incerteza pode ser umas das mais instigantes formas de fazer-nos sobreviver aos leões que temos que matar todos os dias. E a incerteza parece ser algo que não nos pode atormentar tanto. Afinal, o que há me mais incerto que o ser humano e todas as coisas que dele advêm?
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