
Hoje, no ônibus, havia uma velha. Uma dessas, como muitas outras, marcada pelo tempo e pela vida. Estava sentada poucos metros a minha frente. Num gesto acolhedor estendeu os braços para uma jovem loira a fim de prestar-lhe ajuda, segurando a sua mochila, por estar em pé cercada de pessoas em situação semelhante. A jovem, sem hesitar, entregou com prontidão a sua mochila, num gesto agradecido. Contudo, esse gesto transformar-se-ia repentinamente. Você vai entender o porquê. A jovem continuou a sua viagem, quando, de repente, a senhora devotamente, tirou um terço da bolsa e, fez na sua fronte o sinal da cruz, descendo do ônibus. A jovem desesperada, com a porta a fechar com o seu corpo ao meio, desceu do ônibus para resgatar o celular, que aquela mesma senhora, sacra, acabara de roubar. Pobre velhinha! Seu ato foi flagrado e denunciado por um outro jovem que estava sentado atrás, num banco mais alto que o seu.
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